terça-feira, 18 de maio de 2010
Sem fôlego
Gotas vermelhas na água negra,
Entorpecência.
Abaixo da poeira,
Depois do esquecimento.
Mais corpos caindo,
O tempo abandonou nosso relógio.
O vento queima a esperança,
As nuvens apagam o entender.
Braços sem veias,
Pernas sem ossos.
Correntes nos prendem as cachoeiras,
Peixes mortos à nossa altura.
Eclipse,
Castigo.
Deixamos-nos afogar,
Nas lágrimas de nosso ódio!
Lembranças
Doces alegrias,
Tiradas de um tempo que já passou.
Vontades que retornam,
E me inflam o peito.
A emoção é mais cálida,
Pura, límpida.
As dores,
Belos quadros em tons de sépia.
Feridas tornam-se motivo,
De orgulho, paciência e respeito.
As flores murcharam,
Mas o aroma permanece intacto na lembrança.
Águas passaram,
Mas seu toque suave perdura nos sonhos.
Até o tempo já se fora,
Mas as marcas permanecem em nossa alma para nos lembrar da presença do passado!
Dor
Sangue.
A cada lagrima,
Mais um corte.
Sem som,
Apenas dor.
No escuro,
Sem ouvir.
Prantos,
Emoldurando
novas marcas.
Tropeçando até
na queda,
Sentindo a lama
negra.
Pare o ar,
Roube meu
tormento.
Fuja com os
espelhos,
Quero
janelas-quadro.
Não traga a luz,
Sem o
esquecimento.
Perdoe as
cordas,
Guardei só as
amarras!
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Daime um motivo...
Para não acreditar em sonhos....
Para largar a escuridão protetora e ser apunhalada pelo teu sol malfeitor...
Para deixar de viver minha esperança e juntar-me ao caos de uma sociedade crédula....
Daime apenas um motivo...
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Deus lhe pague - Video
Quando se coloca imagens em uma musica, da-se um sentimento mais abrangente a mesma:
http://www.youtube.com/watch?v=DTxkJv0xNgQ
http://www.youtube.com/watch?v=DTxkJv0xNgQ
sábado, 2 de janeiro de 2010
Sonho de paz
Este vento que bate no meu rosto,
Também varre esta terra tão castigada,
Espalha estas sementes mortas,
Que terão de ser regadas por lágrimas.
Tentamos plantar flores,
Nasceram espinhos,
Que insistem em encobrir nossas pegadas,
Perfurando o céu onix nesta eterna noite tensa.
Restaram neste peito forte,
Lembranças da bem-vinda esperança,
E o sono solto,
Que nos transporta a nosso mundo.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Calunia
Passos em lava seca,
Criptografando a nossa historia,
Querendo embelezar certas flores,
Desenhadas em papel amassado.
Orgulho do que só se toca,
Guardado num vazio de ouro,
Carimbado com selo de sangue,
Vindos das antigas cachoeiras.
Tantas palavras lindas,
Ditas por bocas sujas,
Tantos olhos fartos,
Escondidos pela liberdade.
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