quarta-feira, 30 de junho de 2010

Equilibrio




Cada gota de verdade é um peso a menos,
Cada pedra de saudade mais um quilo de lembranças,
Cada sopro venenoso um novo rasgo,
Cada olhar carinhoso um reapro.

Estou inflando,
Me esticando,
Empurrando os limites,
Limitando a solidão.

Tropeço em raizes de arvores,
Voando sobre suas folhas,
Sendo puxada cada vez mais alto,
Pela liberdade de meus sentimentos.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Sem fôlego



Gotas vermelhas na água negra,
Entorpecência.

Abaixo da poeira,
Depois do esquecimento.

Mais corpos caindo,
O tempo abandonou nosso relógio.

O vento queima a esperança,
As nuvens apagam o entender.

Braços sem veias,
Pernas sem ossos.

Correntes nos prendem as cachoeiras,
Peixes mortos à nossa altura.

Eclipse,
Castigo.

Deixamos-nos afogar,
Nas lágrimas de nosso ódio!

Lembranças



Doces alegrias,
Tiradas de um tempo que já passou.

Vontades que retornam,
E me inflam o peito.

A emoção é mais cálida,
Pura, límpida.

As dores,
Belos quadros em tons de sépia.

Feridas tornam-se motivo,
De orgulho, paciência e respeito.

As flores murcharam,
Mas o aroma permanece intacto na lembrança.

Águas passaram,
Mas seu toque suave perdura nos sonhos.

Até o tempo já se fora,
Mas as marcas permanecem em nossa alma para nos lembrar da presença do passado!

Dor



Gota a gota,
Sangue.

A cada lagrima,
Mais um corte.

Sem som,
Apenas dor.

No escuro,
Sem ouvir.

Prantos,
Emoldurando novas marcas.

Tropeçando até na queda,
Sentindo a lama negra.

Pare o ar,
Roube meu tormento.

Fuja com os espelhos,
Quero janelas-quadro.

Não traga a luz,
Sem o esquecimento.

Perdoe as cordas,
Guardei só as amarras!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Daime um motivo...


Para não acreditar em sonhos....



Para largar a escuridão protetora e ser apunhalada pelo teu sol malfeitor...




 

Para deixar de viver minha esperança e juntar-me ao caos de uma sociedade crédula....

 


Daime apenas um motivo...




sábado, 2 de janeiro de 2010

Sonho de paz




Este vento que bate no meu rosto,
Também varre esta terra tão castigada,
Espalha estas sementes mortas,
Que terão de ser regadas por lágrimas.

Tentamos plantar flores,
Nasceram espinhos,
Que insistem em encobrir nossas pegadas,
Perfurando o céu onix nesta eterna noite tensa.

Restaram neste peito forte,
Lembranças da bem-vinda esperança,
E o sono solto,
Que nos transporta a nosso mundo.